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O Teatro de Revista

O caráter bufo e satírico do teatro de revista remonta à Grécia Clássica, onde o humor era parte integrante dos espetáculos dionisíacos, da poesia e da filosofia. A partir do século XV e sobretudo com o Iluminismo, as transformações institucionais e intelectuais controladas pela Igreja Católica instauraram uma "nova ordem" nos diversos âmbitos da sociedade, o teatro bufo e as manifestações culturais das classes populares passaram a ser desconsideradas e censuradas. Sem perder seu espaço junto ao público, a encenação burlesca permaneceu em diversas manifestações sociais: no carnaval, nas festas rurais, pastoris, jogos e rituais religiosos. A sátira e a crítica humorada sempre representaram um espaço marginal, no qual as classes populares questionam o domínio político e cultural das elites dominantes.

O Teatro de Revista tem suas raízes no Teatro Musicado (vaudevilles), o termo passou a ser sinônimo de representação cênica autônoma quando, no século XVIII, atores profissionais o empregaram para romper com o monopólio mantido pelo teatro do Estado, a oficializada Comédie Française. Proibidos de encenar o drama sério, eles se viram forçados a representar suas peças no circuito popular. Os vaudevilles tornaram-se atrações nos bairros operários franceses e no Teatro de Comédia Parisiense. Freqüentados por toda a boemia parisiense, por lá circulavam dançarinas, poetas e pintores, como por exemplo, Charles Baudelaire, Van Gogh e Toulouse Lautrec. O caráter caricatural dos textos retratava a burguesia, seus modos e a hipocrisia da nascente sociedade capitalista. Na sua estrutura básica, o espetáculo possuía um enredo brejeiro, numa linha de equívocos e situações imprevistas, até o rearranjo lógico no final feliz e moralístico, andamento rápido e falas entremeadas por canções.

A moda chegou ao Brasil no final do século passado atraindo grande público. Por volta de 1859, com a fundação do Alcazar Lírico, artistas franceses, radicados no Rio inovaram as peças teatrais, transformando-as em operetas e ações curtas, todas de caráter satírico. À medida que as peças francesas foram sendo adaptadas, o teatro musicado tornou-se mais acessível ao grande público. Composto de diversas influências, nascia assim o Teatro de Revista Brasileiro, gênero de espetáculo característico do Rio de Janeiro no século XIX. A estréia do gênero foi marcada pela peça O Rio em 1877 de Artur Azevedo, que de forma humorística retratava os principais acontecimentos políticos e sociais do Brasil daquele ano. Diversos compositores brasileiros entre eles, Carlos Gomes e Chiquinha Gonzaga musicaram peças e revistas teatrais. No século XIX, o gênero também foi muito popular na Itália, Portugal e Alemanha.